Ateia

Testemunha do mundo, reivindico o meu poder emancipatório e a reinvenção da dignidade humana.
Projecto de dança entre a literatura e o audiovisual, para recantos íntimos do espaço público ou privado, que se manifesta em diferentes fases e formatos. Este projecto serve-se da literatura e da poesia, sobretudo dos seus modos de fazer, encontrando inspiração nos escritores: Lídia Jorge, João Tordo e Joan Margarit, entre outros. Algumas das palavras acima são suas, fiz o que se faz com as ideias: absorvi-as, tomei-as emprestadas e reorganizei-as para dar vida a este corpo.

Ateia de atear, ou o estado de espírito arrebatador de onde surgem o movimento e a pausa. A partir da perspectiva de uma narradora observadora, percorrem-se alguns dos vales interiores inerentes à existência. Uma dança necessária, quiçá inútil, provoca o movimento e dá voz ao corpo que são corpos; os que já passaram e os que estão por vir. Esta dança subversiva, intensa e precisa, brota da observação da experiência humana. Toda a dança está a favor da vida e nenhuma dança é triste. A realidade apresenta-se sem mistérios ou transcendência. A dança abraça verdade e beleza, em busca de uma ordem interior face à desordem continuada da vida. A transformação do quotidiano em beleza ou sentido. A verdade, ou o que é verdadeiro como aquilo que é mais necessário do que o real.

Partilha do processo em Ateia in Progress.