Antes, passo por Macieira da Maia e dirijo-me à Junta de Freguesia. Num café próximo, encontro duas mulheres que me dizem que já tinham existido lavadouros, mas que entretanto desapareceram: um foi destruído aquando da construção de uma escola nesse local e o outro situava-se num campo e acabou também por desaparecer no âmbito de um processo associado a esse terreno. Não há planos para construir novos. Dizem-me que, em caso de necessidade, podem ir a Fornelo, onde existem três.
Já tinha encontrado na internet a indicação de que o lavadouro de Bagunte se situa junto à Junta de Freguesia, por isso sigo para lá. A zona está muito cuidada, aprecio as vistas desde o alto até que ouço o som da água a correr e percebo que o lavadouro encontra-se por baixo do edifício da Junta. É, até agora, o mais central que encontrei.
Parece-me um bom lugar, abrigado do vento, para registar o som. A água corre e cai em diferentes pontos, criando uma paisagem sonora rica. A água é incontrolável, atravessa-se mesmo onde não é suposto. Tenho que ter cuidado para não escorregar no verdete que está um pouco ir toda a zona do lavadouro. Chamam-me a atenção as escadas de acesso, os pilares, o comprimento do lavadouro e a tijoleira branca das paredes.
Durante o tempo em que fotografo, não encontro ninguém.
















