Quase a chegar ao lavadouro encontro uma mulher que aparenta guardar um terreno, que me diz que o lavadouro não está activo, apesar de ter sido pintado recentemente. Refere o outro lavadouro de Gião, que ainda é utilizado, e um terceiro, destinado apenas aos campos.
Ao chegar, o primeiro impacto é a quantidade de buracos com água a correr, criando uma sensação de perigo. O segundo é a estagnação da água no tanque, coberta por um manto verde, espesso e imóvel.
A estrutura presa ao tecto sugere que em tempos teve luz. A cor das laranjas no chão destaca-se dos tons frios. Desço as escadas mas não avanço, o chão está coberto de água. O verdete pinta as paredes brancas, onde a água insiste em atravessá-las.
Para além da guardiã e de alguns cavalos num terreno próximo, não há qualquer outro sinal de presença ou movimento durante o tempo em que fotografo.













