O lavadouro de Vilar do Pinheiro localiza-se à face da EN13 e data de 1863. Encontra-se rodeado por diversos elementos urbanos e serviços. O som predominante é o da passagem constante dos carros, quase abafando o som da água.
A primeira impressão é a de abandono e descuido. Há lixo acumulado e musgo espesso nas paredes do tanque. Ainda assim, a água é limpa e corrente. Só ao descer as escadas me apercebo de que a pedra está muito baixa, quase à altura dos joelhos, tornando o lavadouro pouco ergonómico para a maioria das pessoas. Talvez isso explique parte do desuso aparente?
A cor da mangueira destaca-se no conjunto de pedra, verde e transparência. Encontro um búzio preso no musgo, deslocado e improvável. Pequenas plantas resistem entre as pedras. O arame farpado que delimita o espaço remete para uma situação de conflito, de tensão entre território, limite e paisagem.
Falo com um homem que passa. Diz-me que naquele momento o lavadouro não está limpo, mas que trabalhadores da Câmara vêm cuida-lo ocasionalmente e que ainda há quem ali lave roupa. O lugar oscila entre o abandono e o uso.













