Aparentemente, neste lavadouro já ninguém lava há muito tempo. É o primeiro que encontro sem telhado e pergunto-me se alguma vez terá tido um. As suas entranhas sugerem que algo ali existiu. Tons quentes e frios coexistem, e volto a deparar-me com uma textura seca.
À primeira vista, a água parece estagnada, mas depois percebo que corre — há vida. A aproximação é difícil, o corpo precisa de se envolver mais profundamente na captura das imagens, como numa dança.
Ao lado, uma caixa de correio abandonada, tal como a casa que a acompanha. Há portas sem acesso e antigos acessos sem porta.















