Pergunto informações na Junta de Freguesia da União de Freguesias de Vilar e Mosteiró e dizem-me que existem dois lavadouros, um em Vilar e outro em Mosteiró. Não pergunto pelo seu estado, agrada-me a ideia de os descobrir no momento em que os encontro.
O riacho e a água que corre pela rua anunciam a proximidade. Surge então um lavadouro no meio do campo, limpo e com vestígios de uso. Chamam-me a atenção as escadas, o telhado, as janelas e as pedras que afloram das paredes do tanque. A entrada de água situa-se mesmo em frente à saída, no lado oposto.
Passa um homem a pé e cumprimenta. Tenho a sensação de entrar numa propriedade privada, como se apenas uma pessoa ali lavasse a roupa e aquele fosse o seu lugar e o seu campo. Fotografo as minhas marcas. Também eu deixo vestígios?
À volta, tudo está repleto de vida: flores, abelhas e caracóis.



















