Não há movimento quando chego nem durante o tempo que fotografo, mas, do alto dos vários muros, surgem cães que ladram incansavelmente cada vez que me aproximo ou me mexo. Activam-se a cada gesto, a cada deslocação do corpo, vigilantes do espaço.
Exploro a função “ver mais datas” no Google Maps e descubro que o que hoje parece ser um parque de estacionamento foi, entre 2009 e 2014, um lago.
Há um lugar para lavar de pé e outro para lavar de joelhos, duas posições que determinam diferentes relações do corpo com a pedra e a água. Destaca-se um arco em pedra. Os reflexos projectam-se no encaixe da parede com precisão, como uma tela de cinema onde a luz se fixa.












