Neste lavadouro, o que primeiro me chama a atenção é a quantidade de terra. A terra seca cria uma textura pouco habitual em lugares tão húmidos como o Norte de Portugal. Depois, os vestígios da passagem de animais, as suas pegadas, formando um rasto que denuncia o percurso. Apesar de estar completamente seco, ouve-se o burburinho da água do riacho a correr mesmo ao lado. A vegetação envolve-o, e a luz entra suave, revelando partes de si neste final de dia.
Ao lado, encontra-se o Espaço de Recreio de Modivas de Baixo, com baloiços, churrasco e mesas de merenda. Durante o tempo em que fotografo, não passa ninguém. Este é o lavadouro mais próximo da casa dos meus avós, mas, segundo descobri, a minha avó não lavava aqui a roupa pois trabalhava na lavoura, e os lavradores tinham geralmente tanques em casa.















